TSE exclui identificação biométrica no dia da votação

Atualizado: 20 de Jul de 2020

Entendimento é que identificação pela digital aumenta risco de contágio do coronavírus, além de tornar ato mais lento, criando filas



DA REDAÇÃO


A pandemia do coronavírus tem alterado as eleições 2020 de diferentes formas. A mais recente é que para evitar o contágio da Covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu excluir a identificação biométrica no dia da votação.


O anúncio foi feito pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, na noite de terça-feira (14.jul). Ele tomou a decisão após ouvir médicos sanitaristas.


Para decidir excluir a biometria, médicos e técnicos do TSE consideraram dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de se formar filas.


A questão deverá ser incluída nas resoluções das Eleições 2020 e levada a referendo do Plenário do TSE após o recesso do Judiciário.


Conforme emenda constitucional aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, o primeiro turno das eleições municipais será no dia 15 de novembro, e o segundo turno no dia 29 de novembro.


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