Crise do coronavírus coloca em risco escolas particulares de Anápolis

Comissão de Crise das Escolas Particulares de Anápolis pede menos burocracia em bancos e subsídios para que pandemia não leve unidades à falência



MARCOS VIEIRA


As escolas particulares de Anápolis se uniram para pedir socorro nesse momento de perdas financeiras consideráveis, diante da pandemia do coronavírus, que fez com que as aulas fossem suspensas a partir da segunda quinzena de março.


Levantamento da Comissão de Crise das Escolas Particulares de Anápolis (CCEPA) mostra que até agora foram suspensos 50% dos contratos da educação infantil e 20% dos ensinos fundamental 1 (1º ao 5º ano) e fundamental 2 (6º ao 9º ano).

Há ainda um registro de 45% de inadimplência, mesmo as escolas dando mais abatimentos na mensalidade, em cima do já regular desconto por pontualidade. “Já temos notícia de escolas do segmento de educação infantil que fecharam as portas e não vão conseguir reabrir após a pandemia”, revela uma das representantes da CCEPA, Telma Jaques, em entrevista à Rádio Manchester News.


Uma carreata alertando para a crise das escolas particulares acontece nesta segunda-feira (25.mai), com saída programada às 15h do Parque Ipiranga. A orientação é evitar aglomerações, por isso ninguém deve deixar o seu veículo.


Telma conta que a luta não é pelo retorno às aulas nesse momento. Há um entendimento que é preciso esperar a fase aguda da pandemia, e ter a garantia das autoridades sanitárias que as crianças terão segurança. O que se pede agora é um subsídio financeiro para que as unidades de ensino possam sobreviver.


“Lutamos por subsídios financeiros, pois as escolas estão desamparadas, sobretudo as de pequeno e médio porte. Não tivemos abertura nos bancos, a burocracia nos impede de conseguir financiamento nesse momento”, ressaltou a representante da CCEPA.


Ela defende também que seja criado um protocolo de volta às aulas para que quando isso for autorizado, os pais sintam segurança em enviar seus filhos para as escolas. Telma informou que são 22,5 mil estudantes na rede particular, do infantil ao fundamental 2, além de 3 mil funcionários.


“É preciso olhar para nós não só como empresa, mas como instituições que se preocupam com a realidade educacional do nosso município”, diz Telma.

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