Dengue é outra preocupação da saúde pública em Anápolis

Atualizado: Mar 5

Chuvas acendem sinal de alerta porque muita gente não limpa o quintal e contribui para a formação de criadouros do mosquito



DA REDAÇÃO


A pandemia do coronavírus não é a única preocupação do sistema de saúde pública de Anápolis. A combinação de chuva e sol forte ajuda na proliferação do mosquito Aedes aegypti em criadouros dentro dos próprios quintais, já que muita gente insiste em ignorar o perigo da dengue.


Os casos da doença aumentaram de uma semana para cá. A dengue pode levar a complicações que podem evoluir para a morte do paciente. No melhor dos cenários, ela é responsável por levar mais pessoas para unidades de saúde já saturadas pela Covid-19.


A gerente epidemiológica no controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Patrícia Godói, diz que 99% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. “Muitas pessoas acham que o foco fica em lotes baldios, nas ruas, mas não. Latas com água, tambor, caixa d’água aberta, calhas – é tudo descuido da população”.


Segundo Patrícia, houve um crescimento de casos de dengue no Vivian Park. Os agentes de endemias estiveram no local e encontraram 55 focos do Aedes aegypti. A gerente lembra que as pessoas ignoram o poder de proliferação do mosquito, que consegue depositar ovos em uma tampinha de garrafa ou mesmo na água suja e contaminada das fossas sépticas.


Chama a atenção o fato de que o mosquito que pica a pessoa vem do seu próprio quintal. Patrícia diz que é comum os agentes descobrirem um criadouro na casa onde o órgão recebeu a notificação de que havia uma pessoa com dengue. “Como sempre a pessoa acha que a doença não vai atingi-la, que isso não vai acontecer com ela”.