Escolas de cursos livres pedem volta das aulas presenciais

Fechadas desde 16 de março, por conta da pandemia, empresários estão preocupados com o cancelamento das matrículas nesse segundo semestre



FERNANDA MORAIS


Donos de escolas de cursos livres em Anápolis estão se articulando para que sejam autorizados a retomar as aulas presenciais, seguindo protocolos de segurança para a Covid-19.


Com as unidades fechadas desde o início da pandemia do coronavírus, eles temem a falência dos seus negócios.


Os empresários Caroline Ribeiro e Leandro Carneiro, donos da Skill idiomas, explicaram que os cursos livres têm condições de ministrar aulas individuais ou em pequenos grupos, de até seis pessoas por turma, além de chamadas VIPs, dando segurança aos estudantes.


“Somos cursos livres porque temos a liberdade de definir nosso cronograma, carga horária e conteúdo, o que facilita a aplicação do plano de contingência contra a disseminação do coronavírus entre nossos matriculados”, disse Caroline.


Assim como as escolas de idiomas, os cursos pré-vestibulares, preparatórios para concursos, de informática, escolas de ballet e reforço escolar também se encaixam na modalidade de cursos livres.


“Não somos escolas gerenciadas pelo MEC ou por qualquer outro órgão educacional regido pelo Estado ou Município. E essa cláusula está sendo generalizada e, assim, fomos encaixados como as escolas de modelo convencional”, explicou Caroline.


Para evitar aglomerações nas salas, a empresária pontuou que as aulas presenciais podem acontecer para os alunos que não tem acesso ao modelo online, seja por meio de rodízio, escalonamento ou atendimento individual.


“Tudo seguindo modelos de segurança recomendados pelos órgãos de saúde e sanitários de todas as esferas governamentais”. Caroline revelou que um grupo de empresários do setor encaminhou uma proposta de flexibilização e retorno das atividades ao prefeito Roberto Naves (PP).


“Aguardamos a sua avaliação e aprovação. O documento também foi destinado à Vigilância Sanitária”, comentou Caroline.


Fechados desde o dia 16 de março, por conta da pandemia, os empresários estão preocupados com o cancelamento das matrículas nesse segundo semestre, inadimplência e, consequentemente, possibilidade de falência das empresas.


“Temos que pagar aluguel de prédios e funcionários. Muitos colegas já estão no limite das despesas e projetam o pior, a começar pelas demissões e, logo em seguida, fechamento das portas”, lamentou Caroline.


Vigilância Sanitária

A coordenação de Vigilância Sanitária em Anápolis confirmou que já foi procurada por empresários das escolas de cursos livres, mas o órgão afirma que não tem competência para regulamentar o retorno das atividades desse segmento econômico.


A explicação é que existe um decreto estadual que não autoriza o retorno dessas atividades. Inclusive, os CNPJs dessas empresas estão bloqueados no site do Governo do Estado que informa o que pode ou não funcionar durante a pandemia.


Portanto, o entendimento da Vigilância Sanitária municipal é que o órgão não tem competência para se posicionar nessa situação.