MDB pode voltar à disputa de prefeito após 12 anos

Atualizado: 6 de Mai de 2020


MARCOS VIEIRA Após 12 anos, o MDB pode voltar a ter candidato a prefeito em Anápolis. O nome mais cotado é o presidente da sigla na cidade, odontólogo Márcio Correa, que viu seu nome ser cogitado com mais força nos bastidores nas últimas semanas.


Márcio assume a pré-candidatura, mas desde o início dos debates tem insistido na tese de que o projeto não pode ser pessoal. “Passa longe disso”, afirmou o dirigente partidário à reportagem. Segundo ele, a retomada do MDB em Anápolis cumpre etapas. A primeira delas foi a organização interna. Em seguida, mais recente, a formação de uma chapa de candidatos a vereador. A disputa proporcional é também um desafio para os emedebistas anapolinos. A agremiação foi encolhendo na Câmara Municipal nos últimos pleitos, até chegar ao mínimo de uma cadeira, da vereadora Elinner Rosa, 1045 votos em 2016. Márcio Correa revela que a partir da formação da chapa, seu nome passou a ser ventilado entre os futuros candidatos a vereador, que entendem a importância da majoritária para o sucesso do partido nesta eleição. Outro ingrediente que resignifica a sigla é a filiação do médico Pedro Paulo Canedo, disposto a participar do processo eleitoral, um nome de peso na política local – é filho do ex-deputado Pedro Canedo, que inclusive foi candidato a prefeito em 2016. O passado e o parentesco com Caiado colocam Pedro Paulo em campo oposto ao do PT, que desde o início dos debates é tido como possível sigla a ser apoiada pelo MDB, em uma articulação que se iniciaria em Goiânia, na cúpula estadual, como aconteceu na eleição passada. Márcio Correa afirma sempre que o presidente regional do MDB, Daniel Vilela, deu autonomia para o diretório municipal. Algo parecido aconteceu no último pleito e a história todo mundo conhece. Em 2016 o então presidente do MDB anapolino Eli Rosa tentou até o último minuto levar o partido para a chapa do DEM, com Pedro Canedo. Sofreu um revés da cúpula estadual e acabou tendo que fechar aliança com o PT, na ocasião apoiando a candidatura à reeleição de João Gomes. Com a derrota nas urnas, claro, Eli Rosa abriu o jogo: disse que queria outro cenário para o MDB, embora tenha topado ser o candidato a vice-prefeito na dobradinha com os petistas. Hoje ele está no Podemos e a sua filha, vereadora Elinner Rosa, já revelou que não disputa a reeleição. Outro destaque nas articulações do MDB é uma recente conversa de Márcio Correa com o médico Samuel Gemus, presidente do PSDB anapolino. Como neste momento qualquer fotografia em redes sociais já é motivo para especulação, muito se falou em uma possível aliança dos dois partidos que no passado foram os maiores rivais de Goiás, com Marconi Perillo e Iris Rezende liderando as respectivas tropas de choque. A última vez que o MDB lançou candidatura própria em Anápolis foi em 2008, com a ex-deputada Onaide Santillo. Em 2012 o partido apoiou a candidatura à reeleição de Antônio Gomide (PT). Em 2016 esteve na chapa de vice. Ou seja, lá se vão 12 anos. O desafio é quebrar essa escrita, mas com força para ser um dos protagonistas na disputa.