“Não há necessidade de fechar Anápolis nesse momento”

Atualizado: 13 de Mai de 2020

Prefeito disse que buscará um entendimento com o governador, mas pediu disciplina da população, sob risco de prejudicar flexibilização


MARCOS VIEIRA O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), disse no início da noite desta terça-feira (12.mai), que irá procurar o governador Ronaldo Caiado (DEM) para que Anápolis não participe de um novo decreto que será publicado pelo Estado, endurecendo as regras e fechando setores da economia. Em live nas redes sociais com perguntas de jornalistas, Naves considerou que a estrutura de saúde preparada em Anápolis, mais o número de casos de coronavírus já registrados localmente, colocam a cidade em baixo risco na matriz da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse sentido, não há nesse momento a necessidade de endurecimento das medidas.

O prefeito explicou que já solicitou um estudo para saber se o decreto estadual sobrepõe o municipal - caso sim, ele irá obedecê-lo, mas voltou a sinalizar um diálogo com Caiado sobre o caso específico de Anápolis. E fez um alerta à população, que use a flexibilização de maneira moderada. “Não tem necessidade de fechar Anápolis nesse momento, mas precisamos melhorar a disciplina da população. A flexibilização do comércio não é liberdade total. A população tem que ir [ao estabelecimento comercial], comprar e voltar para casa. Não voltamos à vida normal e não vamos voltar a ter a vida que tínhamos há 90 dias por um bom período”, disse Roberto Naves. Naves disse que entende a preocupação de Caiado, pois Goiás deixou o primeiro lugar no ranking de isolamento social, e agora é o último no Brasil. Além disso, ele frisou que o hospital de campanha prometido para Águas Lindas não será aberto e nem mesmo a estrutura que seria montada no Centro de Convenções de Anápolis, o que coloca Goiás com um número de leitos de UTI bem menor do que o esperado pelo governador. Roberto comunicou ainda que já fez contato com o Hospital Evangélico Goiano (HEG) e com o Ânima Centro Hospitalar, caso precise contratar leitos dessas duas unidades particulares. Testes Roberto Naves também falou que a sua gestão adquiriu testes do tipo PCR, que detecta a Covid-19 pela secreção nasal ou garganta, cientificamente mais seguros, que vão permitir 20 a 30 testes por dia. Hoje são feitos 20 testes por semana. O prefeito afirmou que tem gente “falando besteira” quando propõe a testagem em massa, pois ao custo de R$ 8 cada, Anápolis consumiria R$ 80 milhões apenas para isso. “O que é inviável, não vamos conseguir testar toda a população”. Naves comentou que os testes rápidos só possuem eficácia segura a partir do oitavo dia de contaminação. Segundo ele, os kits foram enviados para Anápolis pelo governo federal. “Ele foi adquirido pelo governo federal e está sendo utilizado para se fazer uma pesquisa, vendo quantas pessoas já estão imunizadas por ter tido contato com o vírus”. Social O prefeito revelou que tem ido entregar cestas básicas pessoalmente para famílias atingidas pela crise, se deparando com situações comoventes. “Vi uma mãe cozinhando mamão verde para dar aos filhos”. Segundo ele, o cálculo é que a prefeitura terá que distribuir 30 mil cestas por mês para a população vulnerável. Das 20 mil adquiridas recentemente, 12 mil foram distribuídas em 21 dias. Finanças O prefeito informou que a crise gera um impacto de R$ 70 milhões para os cofres municipais. Segundo ele, R$ 48 milhões vão vir do governo federal. Os outros R$ 22 milhões serão sanados graças ao equilíbrio das contas. “Não tem risco de deixarmos de pagar o servidor dentro do mês e nem há risco de não pagarmos as contas feitas”, explicou.

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