Operação Vendilhões: movimentação milionária suspeita em Trindade

Segundo o MP-GO, entidades lideradas por padre Robson, da Basílica de Trindade, movimentaram R$ 120 milhões de forma suspeita



DA REDAÇÃO


A Operações Vendilhões, deflagrada nesta sexta-feira (21.ago) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO), revela cifras milionárias movimentadas de forma suspeita pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), comandada pelo padre Robson de Oliveira (foto), reitor da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade.


A suspeita é que a Afipe tenha movimentado R$ 120 milhões de forma suspeita, através de transações imobiliárias. Despacho do Poder Judiciário que autorizou as buscas e apreensões afirma que padre Robson criou várias associações com a mesma finalidade, mas com estatutos ligeiramente alterados, o que fez com que ele tivesse controle absoluto do patrimônio gerado a partir de doações de fieis.


O prejuízo chega, inicialmente, a R$ 60 milhões, e a Justiça pediu a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos, bem como a interceptação telefônica dos investigados. O MP-GO chegou a pedir a prisão preventiva de padre Robson em março, mas a juíza Placidina Pires acabou negando.


Naquele momento vinha à tona o pagamento determinado pelo padre de R$ 2,9 milhões a terceiros que vinham lhe extorquindo. Chegou-se a movimentar R$ 3,5 milhões de dinheiro da Afipe após ameaças feitas por uma quadrilha de que divulgaria conteúdo que mostraria o envolvimento amoroso do religioso com uma funcionária dele.


Esse caso veio à tona em 2018 e em março do ano passado, a Justiça condenou cinco pessoas identificadas como as responsáveis pela extorsão. Em nota na época, padre Robson disse que as denúncias contra ele eram falsas e que os pagamentos foram feitos sob a orientação da Polícia Civil.


Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na sede das associações, empresas e residências em Goiânia e Trindade, expedidos pelo Juízo da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, em decisão da juíza Placidina Pires. Foi encontrado dinheiro nos locais das buscas e apreensões, cujo valor ainda está sendo contabilizado.


Participam da operação 20 promotores de Justiça, 52 servidores do MP-GO, quatro delegados, oito agentes da Polícia Civil e 61 policiais militares.

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita dos responsáveis pelo Anápolis 360 graus. Editado por eLive Produções.

Estamos nas redes sociais

  • Facebook - círculo cinza
  • Twitter - círculo cinza
  • YouTube - círculo cinza
  • Instagram - Cinza Círculo