Padre Robson pede afastamento da Basílica do Divino Pai Eterno

Religioso presidia entidade que é suspeita de ter desviado milhões de doações de fiéis, com aquisição de imóveis de luxo



DA REDAÇÃO


As investigações do Ministério Público de Goiás (MP-GO), de desvio de R$ 120 milhões de doações de fiéis em Trindade, culminaram no pedido de afastamento do padre Robson de Oliveira Pereira (foto) da direção do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).


O pedido do religioso foi feito na sexta-feira (21.ago) e apresentada à imprensa por meio de um documento assinado por Dom Washington Cruz, arcebispo da Arquidiocese de Goiânia.


A Operação Vendilhões trouxe à tona a suspeita de que imóveis de luxo foram comprados com o dinheiro das doações. Entre eles, uma fazenda de R$ 6 milhões em Abadiânia e uma casa de praia, no valor de R$ 3 milhões, em Guarajuba (BA).


Em nota, a Arquidiocese de Goiânia afirmou que foi “surpreendida” com a ação do MP-GO e Poder Judiciário, mas que aceita “com humildade” as investigações. O texto ressalta ainda que a arquidiocese e a Província dos Missionários Redentoristas de Goiás estão abertos “para apurar com transparência quaisquer denúncias em desfavor de seus membros”.


Com o afastamento de padre Robson, assume as funções de forma interina o padre André Ricardo de Melo, provincial dos Missionários Redentoristas de Goiás.