Prefeito defende comércio aberto, mas prega tolerância zero para infratores

Roberto diz que falará com Caiado sobre estrutura de Anápolis para o coronavírus, mas não vai poupar sanções com quem descumpre o decreto



MARCOS VIEIRA


O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), disse nesta quinta-feira (25.jun) que irá se posicionar pela manutenção dos estabelecimentos abertos na cidade, em reunião virtual que será realizada com o governador Ronaldo Caiado (DEM) na próxima segunda-feira (29.jun).


Devido à escalada de casos de Covid-19 em Goiás, Caiado tem sinalizado que é preciso endurecer as regras nas cidades, mas segundo Roberto Naves, o governador entende que a avaliação deve ser feita município por município.


“Não vamos aceitar que o povo anapolino pague por aquilo que os outros prefeitos não fizeram. Concordo com o governador: prefeito que não tem UTI não pode abrir”, afirmou Roberto.


O prefeito enumerou os leitos de UTI disponíveis na rede pública municipal neste momento, informando que contratou mais seis no hospital particular Ânima. Em 15 dias, o Centro de Internação Norma Pizzari terá mais 12 leitos. Há também a disponibilidade de 10 leitos na Santa Casa.


Quanto aos anestésicos utilizados para entubar pacientes, o prefeito informou que a cidade tem estoque suficiente para os próximos 30 dias.


Tolerância zero

Para a manutenção do risco leve em Anápolis, o prefeito disse que terá tolerância zero com setores que não estão cumprindo o combinado.


“Continuamos no risco leve, mas adianto que em qualquer momento, sendo detectado pela Vigilância Sanitária e PM um determinado segmento que não está respeitando as regras e colocando a vida de pessoas em risco, vamos revogar algumas linhas do decreto”, alertou Roberto.


Questionado sobre bares que aos finais de semana estão, inclusive, realizando shows ao vivo, ultrapassando a quantidade de pessoas determinada pelo decreto, o prefeito explicou como agirá: se um certo número de estabelecimentos do mesmo setor for flagrado desrespeitando as regras, haverá o fechamento de todo o segmento.


“Fica aqui o nosso pedido de ajuda e de consciência da população anapolina. Cada um precisa fazer sua parte, colocar a vida em primeiro lugar. E aí manter empregos para levar o sustento para casa”, ressaltou.


“Vamos ser cada vez mais rígidos com aqueles que estão brincando com a vida”, afirmou Roberto.