Receita tributária em Anápolis tem perda pequena apesar da pandemia

Retração nos dois primeiros quadrimestres de 2020, no comparativo com o ano passado, foi de somente 2,79%, apesar dos impactos da Covid-19



DA REDAÇÃO


Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, a receita tributária da Prefeitura de Anápolis não sofreu perdas consideráveis. A retração no acumulado de janeiro a agosto foi de 2,79%, se comparado ao mesmo período do ano passado.


As contas públicas da administração municipal relativas ao 2º quadrimestre de 2020 foram apresentadas pelo prefeito Roberto Naves (PP) nesta quarta-feira (30.set), na Câmara Municipal (foto).


O desempenho de maio a agosto foi pior que os primeiros quatro meses do ano. A receita tributária no 2º quadrimestre foi de R$ 89.948.292,91. Já de janeiro a abril, a arrecadação foi de R$ 113.954.568,22.


A receita corrente líquida da prefeitura no 2º quadrimestre deste ano foi de R$ 420.921.597,11, uma elevação em relação ao 1º quadrimestre, que alcançou R$ 374.387.770,30.


Quanto às transferências correntes, o 2º quadrimestre de 2020 registrou R$ 306.165.134,61 enviados à Prefeitura de Anápolis por meio do FPM, ICMS, IPVA, IPI, Saúde, Educação, Fundeb, entre outros.


A dívida fundada em 31 de agosto somava R$ 189.289.521,61. O maior credor é a Caixa Econômica Federal, com 54,03% desse total. Já 11,51% dessa dívida é relacionada ao Pasep; 9,8% ao Issa; 6,38% aos precatórios; e 6,16% ao INSS.


A despesa com pessoal na administração municipal representa 44,32% do total da Receita Corrente Líquida. O limite máximo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 54%; e o prudencial, 51,3%.


No somatório do ano, de janeiro a agosto, a prefeitura aplicou 31,12% na área da educação, superando o mínimo exigido pela LRF, de 25%. Na saúde, no mesmo período, o investimento foi de 28,1% - o limite mínimo é de 15%.