Sociedade Goiana de Pediatria considera “retorno urgente” das aulas presenciais

Apesar da recomendação, o governador Ronaldo Caiado disse que não enxerga com bons olhos a volta às aulas como atitude prudente no momento



DA REDAÇÃO


Na quarta-feira (23.set), a Sociedade Goiana de Pediatria emitiu nota recomendando que o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino “seja urgentemente reconsiderado”. A justificativa é que a comunidade científica mundial tem apresentado dados convincentes que apontam a menor suscetibilidade das crianças à infecção pela Covid-19.


“Apenas 2% dos casos de coronavírus no mundo foram diagnosticados em crianças”, justificou o órgão, acrescentando que os sintomas da doença em pacientes pediátricos são mais leves que os quadros de infecção pelo vírus influenza.


De acordo com a SGP a suspensão das aulas foi uma das estratégias adotadas para conter a disseminação do coronavírus. “E ela cumpriu o seu papel. Mas agora é necessário traçar um plano que vislumbre a retomada presencial das aulas. Em muitas nações, com protocolos validados pelas entidades competentes, as aulas presenciais já voltaram a ser realidade”, consta na nota.


Ainda segundo a Sociedade Goiana de Pediatria, a escola assume papel fundamental no desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes, como ambiente propício para a interação social e para aquisição de habilidades cognitivas.


A expectativa é que a SGP apresente nos próximos dias, com orientação de infectologistas, orientações para o retorno às aulas tanto para crianças quanto para os adolescentes.


Apesar da recomendação da entidade médica, o governador Ronaldo Caiado (DEM) disse que não “enxerga com bons olhos a volta às aulas como atitude prudente no momento”. O mandatário avalia que uma decisão precoce poderia colocar em risco a saúde dos profissionais da educação e também das crianças.


Durante coletiva realizada também na manhã da última quarta-feira o democrata frisou que “é uma atitude que amanhã poderemos expor não só professores e professoras, mas nossas crianças que têm um potencial de contaminação maior segundo os estudos”.


Ainda de acordo com o governador “não temos controle suficiente para convencer nossas crianças a respeito da preservação do distanciamento social ou que tenham um nível de percepção sobre contato ou uso da máscara. Não vejo, nesse momento, nenhum despacho para que a gente volte às aulas”.