“Traz desgastes para o partido, mas não para os seus componentes”

Atualizado: 23 de Jul de 2020

Marlon Caiado assume DEM de Anápolis após a prisão de Carlos Toledo e diz que é preciso avaliar processo antes de fazer juízo de valor



FERNANDA MORAIS


Alçado à presidência do DEM de Anápolis, Marlon Caiado (foto) reconhece que a prisão do titular do cargo, Carlos César Toledo, traz desgastes para o partido, mas não para os seus componentes.


“Tudo acontece em segredo de Justiça e não vamos fazer juízo de valor”, disse ainda Marlon, nesta segunda-feira (20.jul), à Rádio Manchester, ao ser questionado se é definitiva a sua permanência na presidência.


Ele afirmou ser o filiado mais antigo do DEM em Anápolis, desde a época da Arena, PFL e, agora, Democratas.


Carlos César Toledo, o Cacai, teve prisão preventiva decretada em uma operação da Polícia Civil e foi libertado no domingo (19.jul).


O pedido para que Marlon assumisse o partido foi feito pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).


Uma das primeiras ações de Marlon, segundo ele, será uma conversa com o vice-prefeito Márcio Cândido. O projeto de manter a indicação de Cândido para a composição com o prefeito Roberto Naves (PP) nas eleições de novembro desse ano será mantido.


“Vou me reunir com o Márcio Cândido e com toda executiva do DEM o mais rápido possível para traçar as novas linhas de ação. Mas quero deixar claro que o trato com o prefeito continua valendo”, declarou.


Marlon contou que o vice-prefeito não faz parte da executiva do Democratas em Anápolis. A ideia é que Márcio entre no grupo para discutir as estratégias do partido de agora em diante. “O governador e o prefeito também estão por dentro dessas intenções”, declarou.


Marlon Caiado afirmou ainda que continua respondendo pela diretoria-administrativa do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). “O governador está por dentro das demandas do Estado e em Anápolis não é diferente. O nosso trabalho no Daia continua”, concluiu.