Vereador contesta denúncia de importunação sexual

Domingos Paula negou crime na tribuna da Câmara de Anápolis e disse que não tem como provar, mas que vê conotação política na denúncia



DA REDAÇÃO


Na primeira sessão da Câmara Municipal após acusação de importunação sexual, registrada por uma mulher contra ele na Polícia Civil, o vereador Domingos Paula (PV) usou a tribuna para se defender. Em um discurso de 10 minutos, nesta segunda-feira (29.jun), ele negou que tenha cometido crime e disse que não pode provar, mas que vê conotação política na denúncia.


“Estou aqui, na tribuna da Câmara, não para me defender, mas para falar a verdade. Depois de hoje não tocarei mais nesse assunto, isso fica por conta de meus advogados. Senhores vereadores, vice-presidente Luiz Lacerda, presidente da Comissão de Ética, estou à disposição. Não posso provar, mas vejo conotação política nesta denúncia”, disse Domingos.


Ele é acusado por uma mulher que lhe havia pedido tijolos para uma obra. Segundo registro na delegacia, o vereador teria mostrado a genitália a essa mulher dentro do seu gabinete.


Segundo Domingos, a mulher o procurou inicialmente há dois meses, pediu ajuda para fazer laqueadura e depois para implantar um DIU. “Eu disse que olharia, mas depois se constatou a idade da pessoa, 21 anos, não era possível realizar esses procedimentos”, disse o vereador.


Foi quando a mesma mulher pediu tijolos ao vereador. Domingos comentou que negou o material, por se tratar de ano eleitoral. Depois, prometeu ver se alguma pessoa poderia ajudá-la. O encontro aconteceu no dia 24 de junho, no gabinete. “Mais uma vez disse que não podia fazer a doação, mas iria olhar a possibilidade que outra pessoa o fizesse. Fui a uma loja de materiais de construção, mas não fiz compra”, ressaltou.


Domingos contou que foi com a mulher até o local da obra, na região do Lírios do Campo, pois ela havia dito que a rua não tinha asfalto – o vereador afirmou que prometeu um requerimento pedindo asfalto para a via. “Quando retornamos passei pela Avenida Ana Jacinta, no local onde deixei a pessoa. Não houve retorno ao gabinete. Estranhamente depois veio a acusação de assédio sexual. Em meu gabinete tenho secretária, mais duas pessoas que trabalham comigo, dentro da sala eu e minha secretária”, afirmou.


Domingos disse ter imagens de câmeras de segurança privadas e do sistema do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), que comprovam suas afirmações de que deixou a pessoa na Vila Santa Maria de Nazaré. “A verdade virá à tona. Se ficar provado a utilização política do assunto, enquadramento na lei das Fake News, os responsáveis serão pegos e podem ser presos. Meus advogados solicitaram imagens das câmeras que circundam a delegacia de polícia, para identificar quem acompanhou a pessoa na hora de denúncia, quem pode estar por trás disso”, concluiu.